Review

John Cale (Channing Tatum) é um polícia do Capitólio cujo sonho é pertencer aos serviços secretos e proteger o Presidente Americano (Jamie Foxx). Um grupo paramilitar invade a Casa Branca e apenas Cale pode salvar o Presidente e a sua filha Emily (Joey King) que são reféns dos invasores.

Mais uma vez Roland Emmerich apresenta um filme com muita acção e pouco conteúdo. Não que algumas explosões de vez em quando não sejam divertidas, mas este filme não só prima pela falta de originalidade como padece de um argumento desinteressante e incoerente.

Falando em originalidade, esta história parece muito familiar. Invasão da Casa Branca? A vida do Presidente em risco? Apenas um rejeitado é o herói do dia? É o argumento do filme Olympus has Fallen de Antoine Fuqua do mesmo ano de 2013! Ao ler a sinopse do filme ficamos baralhados por ver Channing Tatum e não Gerard Butler no papel principal.

Partindo daí, questionamos: vale mesmo à pena perder 131 minutos a ver um filme que já vimos uma vez e que nem foi grande coisa? Mas a curiosidade (essa malvada que não só matou o gato mas exerce um poder inexorável sobre a humanidade) é mais forte e lá permanecemos na cadeira do cinema com a esperança de que desta vez será melhor, de que o argumento possa ser mais bem construído, de que os actores (grandes nomes!) sejam capazes de convencer-nos que afinal estamos frente à frente com uma obra magistral de efeitos especiais, acção e diversão.

Lamentavelmente o filme catástrofe é mesmo isso, uma catástrofe. Channing Tatum tem a performance de sempre com a mesma inexpressividade facial (Ben Stiller devia estar pensando nele em Zoolander) o que torna a sua personagem pouco credível apesar do físico de herói de acção. Mas o pior ainda está por vir, Jamie Foxx e a melhor frase do filme: “Get your hands of my Jordans!”. Oh Jamie Foxx! O que fizeste para ir abaixo junto com a Casa Branca? Bem sabemos que os filmes ultimamente mais parecem os catálogos do Walmart com o “product placement” mas imaginem o Presidente(!!) dos EUA fugindo de pessoas que o querem matar e preocupado com os seus ténis? Sem comentários. Mas não para por aí. A filha de Cale consegue não só filmar os terroristas como ainda coloca o vídeo no youtube. Não tarda que os jornalistas coloquem a fotografia da menina na televisão e, coincidência das coincidências, os invasores se apercebam que têm em seu poder a filha do homem que está a frustrar os seus planos e cujo vídeo permitiu que fossem identificados. Há repercussões e a menina acaba sendo usada como isco para que consigam apanhar tanto o Presidente como Cale. Mesmo as tentativas de humor ou as “plot twists” não funcionam. O filme é do mais previsível que há.

James Woods é o chefe dos maus da fita e muito mal aproveitado. Seus motivos não são explicados de forma racional, nem como formou o grupo de soldados ou por que meios. No entanto, juntamente com Richard Jenkins, Maggie Gyllenhaal e Nicolas Wright, consegue apresentar uma boa performance que, infelizmente, não é suficiente para sustentar a história.

Estamos diante de um filme esquecível. Dos longas de Emmerich, Independence Day ou The Day After Tomorrow ainda conseguem ser muito mais divertidos apesar da fórmula apocalíptica ser usada ad nauseam em Hollywood.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 7.2/10 (5 votes cast)

Ataque ao Poder, 7.2 out of 10 based on 5 ratings



About the Author

Juliana Carvalho